Confiança: a definição!

Confiança é o acto de deixar de analisar se um facto é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente absorvendo-a.

Confiar em outro é muitas vezes considerado acto de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança.

A confiança é muito subjectiva porque não pode ser medida, é preciso ter confiança em quem se confia para poder confiar, o que torna a confiança um conceito intrínsico.

Confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém. Quanto mais informações correctas sobre quem necessitamos confiar, melhor, formamos um conceito positivo da pessoa.

O grau de confiança entre duas pessoas é determinado pela capacidade que elas têm de prever o comportamento uma da outra. Também é "a expectativa que nasce no seio de uma comunidade de comportamento estável, honesto e cooperativo, baseado em normas compartilhadas pelos membros dessa comunidade". Quando isso ocorre, tenho condições de prever o comportamento do outro em uma dada circunstância. Confiança é previsibilidade do comportamento. Ao observar o comportamento de alguém, somos capazes de identificar os valores que determinam por que as pessoas se comportam de uma determinada maneira. Portanto, quando digo que confio em alguém, estou querendo dizer que:

a) pertencemos à mesma comunidade de valores, e

b) sei que ele estará tão orientado para atender a meus/nossos interesses quanto eu próprio estaria se estivesse no lugar dele. Quando isso acontece, as pessoas não negociam: elas são capazes de entregar um cheque em branco e assinado.

Assim, a quantidade e a frequência das negociações podem ser indicadores de que nem tudo vai bem. Se a oportunidade de negociar pode ser um indício de relações democráticas e igualitárias, o excesso de negociações é um indicador seguro de falta de confiança porque, no limite, quando eu confio totalmente, não negocio. Assim, quanto maior o número de negociações, menor a abertura entre os interlocutores.

Mesmo quando duas pessoas possuem fortes vínculos afectivos - marido e mulher, por exemplo -, existem situações em que eles têem de negociar, porque um não confia na decisão do outro e isso não tem, em princípio, nada a ver com honestidade, mas sim com a incapacidade de prever o comportamento do outro. Um exemplo: numa Sexta-Feira à noite, voltando para casa, o marido está planeando ir ao cinema, pois há um filme a que ele quer muito assistir. Ao mesmo tempo, a mulher deseja ir ao teatro. Se um deles deixar a decisão nas mãos do outro - em confiança -, o desfecho será ganha/perda. Se decidirem negociar, deverão explorar os reais interesses em jogo. Se o que eles desejam é, realmente, assistir ao filme ou à peça, possivelmente cada um irá para seu lado.

Tecnicamente, pode-se dizer que, nesse caso, eles não confiam um no outro, ainda que em outras dimensões importantes do casamento a confiança seja total e irrestrita.

A rapidez na solução do impasse dependerá do grau de abertura existente entre os dois. Imagine que o marido teme abrir seus reais interesses para a mulher, com medo de magoá-la. Como resolver o impasse? Com abertura. Ou seja, quanto mais rápida e francamente eles revelarem o que desejam, mais facilmente poderão resolver esse problema.

fonte: wikipedia

15 comentários:

  1. Poema da Confiança

    Não confia, querido,

    por eu estar tão bela hoje -

    que me enfeitei tanto e tão bem

    que me esqueci de ti

    Confia não.


    Que escrevo bilhetes de amor

    em línguas variadas que só eu

    posso entender. Perdoa, querido.

    Pequei em carne (desejei)

    pequei na alma (concedi)

    E não deves confiar: pura

    e linda e inteira jamais verias. Eu

    caminhei com pés doloridos

    para um, me dei a seus olhos e mãos

    caminhei para outro, para seus olhos

    e tentações

    e ainda outro mais, seus lábios

    mãos não. Enquanto isso

    cavalguei o cavalo de Tróia

    e danei minha alma.

    Enquanto isso vendi uma mãe

    por trinta dinheiros. Ah, amado,

    confia em mim hoje não.

    ( Cyana Leahy-Dios )

    (do livro ÍNTIMA PAISAGEM, 1997, Sette Letras)

    ResponderEliminar
  2. E onde queres tu chegar com toda esta conversa?
    Tu confias?

    ResponderEliminar
  3. Lindo poema Cloridrix!

    Andas muito cultivado lol

    abraços

    ResponderEliminar
  4. Vânia, com esta conversa quero chegar a algum lado claro!

    És capaz de aguentar até ao próximo episódio?

    bjs com charme

    ResponderEliminar
  5. confiança!
    que deve de sempre existir!
    beijoca!

    ResponderEliminar
  6. Sem dúvida Catworld...

    As bases de uma relação!

    bjs com charme

    ResponderEliminar
  7. A confiança é uma das bases da relação...sem confiança e respeito, nao há nada!!

    Beijinhos endiabrados

    ResponderEliminar
  8. Estás a tentar dizer que não trais qualquer confiança que depositem em ti?!...
    A confiança pode ser muito subjectiva, charmoso.

    ResponderEliminar
  9. Aguento... Firme e hirta como uma barra de ferro!
    Até ao próximo episódio.

    ResponderEliminar
  10. A confiança termina quando surgem oportunidades de a trair.

    jocas xarmoso
    Ritinha

    ResponderEliminar
  11. Por momentos... que ainda foram longos... pensei que me tinha enganado no blog... juro! até fui lá a cima ao título para ver se não estava enganda... tu?! a dissertar sobre a confiança???

    Homem! Tu estás bem, ou andas a ler umas coisas que te estão a dar a volta à cabeça???

    Beijocas

    ResponderEliminar
  12. Charmoso,

    quero o próximo "episódio". Agora deixaste-me curiosa. Conta depressa o que te vai na alma.

    Confiança. Para mim é importante pois quando a perco a pessoa deixa de existir para mim. Não consigo confiar mais seja na amizade, no amor ou no trabalho.

    Agora tu a dissertar sobre confiança?! Será que te converteste?

    Espero bem que não! :-)

    Beijinhos

    Anna Beatriz

    ResponderEliminar
  13. vamos ver a continuçao da conversa. bom resto de semana

    ResponderEliminar
  14. Intimo Misterio & Pequenita17/10/07 19:05

    Um blog sedento de prazeres partilhados!


    Teu corpo é cobra quando enrolas no meu,
    teus lábios mel tocando os meus,
    tua pele brasa, teus seios carne, pecado, desejo.
    Teu sexo fonte,
    de onde vou beber,
    me molhar, me limpar, me enlouquecer,
    teu corpo é desejo, volúpia,
    memória
    que nunca vou esquecer.

    (autor desconhecido)


    www.intimomisterio.blogs.sapo.pt
    Intimo Misterio & Pequenita

    ResponderEliminar

Venha-se por cá!!!