Something about her



Por muitas palavras que por vezes nós, os humanos, tentemos encontrar para definir um momento, situações há em que as palavras não conseguem desenhar os contornos das emoções ao reagir a uma situação.

Eu, pecador, me confesso!

Em tempos, ao meu belo estilo de cabrãozonho de merda, fiz questão de magoar uma pessoa.  Contudo, o tempo mostrou-me que gostava muito mais dessa pessoa do que o valor que alguma vez lhe dei no momento. Por todos os esforços que fizesse para me desculpar, eu sabia que o orgulho dessa pessoa jamais a permitiria chegar a um perdão. E sei também que esse perdão não chegará nunca.

Ao fim de alguns anos, diria que terão passado uns cinco anos, ter um e-mail dessa pessoa teve em mim o efeito que as ondas de um tsunami têm nas habitações costeiras. Não trazia um perdão, esse, já o disse, sei que nunca virá. Não abria nenhuma porta a uma reconciliação, embora tudo o que eu quero e sempre quis era poder voltar a dar-lhe um abraço, olhar nos olho, e usar das palavras para verbalizar. Também sei que isso não voltará mais a acontecer. Mas trazia um bocadinho dela, e em anexo trazia uma gigante embalagem de felicidade totalmente direccionada a mim.

Foi bom. E fez-me pensar em música. Afinal o que é a música senão um poema!

9 comentários:

Psualmente. disse...

Afinal ai dentro bate um coração :-)

Charmoso disse...

Bate um coração de pedra Psualmente

Charmoso disse...

Psualmente, pensando bem, acho que acabaste de me chamar gay...

Psualmente. disse...

Nahhhhhh... ;-)

Nikita disse...

Pelos vistos erraste feio com essa pessoa, mas por mais cliché que seja o que vou dizer, não penses muito no "nunca".
É que "nunca" é muito tempo, e as coisas na vida dão voltas por vezes à velocidade da luz.
Esse mail por mais simples que tenha sido, dá-me um bocadinho de razão.
Acho eu! ;)

Beijo

Charmoso disse...

Nikita, a palavra nunca de facto existe quando não se dilui no conjunto da palavra orgulho.

R* disse...

Efetivamente o orgulho pode levar-nos à solidão. Mas não posso dizer que ela não terá razão, provavelmente erraste feio, ou então não!

O tempo ajuda... eu acredito nisso!

Charmoso disse...

R*, nem eu sei se errei feio. Sei que errei! Não sei onde, mas sei que errei!

R* disse...

(se ela estiver disposta a isso) Fala abertamente... A sinceridade é sempre o melhor caminho (tu sabes disso ;)* )