Quarta Séri@

Qualquer ser humano racional com pelo menos mais de dois neurónios ligados entre si por um conjunto de neurotransmissores. Quando digo ligados, refiro-me a uma forma metafórica de tratar o assunto, visto que todos nós sabemos que os neurotransmissores não estão ligados entre si, mas que transmitem a informação utilizando proteínas que atravessam a fenda sináptica.
Mas não vou estar aqui a desperdiçar as belas das linhas com coisas que toda a gente sabe. Estava portanto eu a dizer que qualquer homem ou mulher com mais de 27 anos, dois neuronios, e vida social activa se lembra das ditas cujas cassetes! Para os mais novos, passo a explicar que as cassetes não eram mais do que um dispositivo que, através do recurso a uma fita magnética fazia gravações. Mais ou menos o que ainda se utiliza nos cartões multibanco (para quem ainda não o tiver de chip). Nós, os jovens do passado, utilizávamos estas cassetes para fazer gravações de músicas que passavam na rádio. Gravávamos, regravávamos e ficávamos todos fodidos quando um locutor iluminado interrompia a música. Era divertido, exigia concentração e ocupava-nos o tempo.
Não consigo evitar a analogia temporal. Antigamente eram as cassetes e hoje é o MP3. A lei do cybercrime pune quem partilhar ficheiros musicais. Ora, senhores agentes, expliquem-me lá a diferença entre sacar músicas da net ou fazer gravações da rádio. E os artistas que me expliquem porquê justificam a falta de vendas com a globalização da Internet. Hoje saca-se da internet, antigamente gravava-se da rádio.

Apenas uma comparação óbvia!

3 comentários:

Lisa disse...

Fizeste-me recuar uns valentes anos atras e lembrar-me de coisas como estar sentada no chão a frente do radio de dedo em punho a espera do fim da musica...

E depois o gladio de ouvir vezes e vezes sem conta a musica... e quando a fita se partia?? Toca a abrir a cassete e com um bocadinho pequenino de fica-cola lá se juntava novamente a fita e a musica voltava a tocar e tocar sem fim...

Dava mais trabalho, mas realmente a comparação é real, pois o objectivo é o mesmo, só mudam os materiais usados...

Quanto á falta de vendas, não me venham com histórias que não tem a ver com a Internet... tem a ver com a porcaria dos preços praticados!!!!
20€ ou mais por um CD????
Claro que assim prefiro de longe saca-lo da net!!!
Caso o valor fosse bem mais baixo eu preferia comprar o CD.
Alem de ser mais fiavel (por vezes o som dos mp3 não é o melhor), sempre era uma recordação que fica bem na estante dos CD (que por acaso já não tem espaço para mais...).

E haverá coisa mais sexy que pegar num CD coloca-lo no leitor e enquanto a musica dá, despir com mestria a roupa, preparando assim o espectador para o que se seguirá? ;)

Carla disse...

Eu ainda tenho algumas cassetes gravadas pelo meu pai.São um tesouro valioso que guardo a sete chaves.
Agora fiquei com a nítida impressão que andaste a ler um manual de instruções de algum aparelho eléctrico.Lol
Ah! Outra coisa...ali em cima quando te referes a "nós os jovems do passado",esqueces-te de que SÓ tens 29,portanto para ti esse passado ainda nao chegou...LOl


recebe um beijo meu bem repenicado na testa

nina misteriosa disse...

Oláaaaaaaaaa cota!
Desculpa, foi mais forte que eu!
Eu sou daquelas raparigas que não vive sem o seu mp3, e que saca diariamente musica e a partilha com amigas, devia estar na prisão, segundo a lei e a minha idade, mas se fosse assim, ninguém estava em liberdade, basicamente, tirando os putos sub 16!

Please! Aqueles gajos já ganham montes de dinheiro, porque raio não ao de deixar passar as pessoas que não tem assim tanto dinheiro, mas que gostam da musica deles? Grrrrrr

Beijos, fica muito bem!